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O Facebook, afinal, escuta nossas conversas?

Um dos papos que mais ouvimos nas rodas de bar ou nos almoços de família quando o assunto é o Facebook é que seus aplicativos escutam o que estamos conversando para nos enviar anúncios e postagens em nosso feed. É claro que a rede social de Mark Zuckerberg não precisa de nada disso para lotar nossa página com propagandas, já que seu algorítmo capta tudo, como a localização, rede de amigos, hábitos de compra, entre outras coisas

Intrigados com isso, os repórteres do portal CNET resolveram fazer um teste e começaram a discutir tópicos pré-definidos na frente de seus telefones e, em seguida, monitoraram os dispositivos para anúncios relacionados. Eles não conseguiram detectar nada que sugerisse que o Facebook tivesse ouvido suas conversas. Os especialistas em segurança também não conseguiram encontrar evidências de que a rede social está escutando os usuários para direcionar os anúncios de forma mais eficaz. O próprio Facebook negou isso várias vezes, inclusive o próprio Zuckerberg.

Mas o Facebook não precisa ouvi-lo para descobrir o que você está pensando — há centenas de outras maneiras de te monitorar. E essa capacidade de coletar informações tem provocado cada vez mais discussões desde 2018, quando a privacidade dos dados se tornou uma preocupação pública. Agora, os legisladores estão procurando limitar o quanto os gigantes da tecnologia podem aprender sobre nós, e como.

O Facebook aprende sobre suas preferências através de centenas de pontos de dados, como informações como onde você está, o que você comprou, o que você procurou online e quem são seus amigos podem ajudar os gigantes da tecnologia a fazer previsões assustadoras.

Especialistas em privacidade descobriram que as pessoas chegam a essa conclusão com tanta frequência porque é uma resposta simples, e a verdadeira razão pela qual esses anúncios são tão específicos é um assunto complicado.

Quase impossível

Pesquisadores de segurança realizaram análises de tráfego de rede para procurar por quaisquer dados de áudio enviados ao Facebook, mas não encontraram nenhuma evidência. Considerando que a rede social tem mais de 2 bilhões de usuários ativos mensais, seria um pesadelo logístico escutar o tempo todo para que a empresa pudesse enviar anúncios relevantes.

Analisar a fala e convertê-la em texto para inteligência artificial para veicular anúncios também é uma tarefa difícil. Google e Amazon, por exemplo, estão correndo para apenas entender o discurso humano com seus respectivos Google Assistente e Alexa.

O Facebook, por sua vez, está criando um assistente virtual próprio, mas ele precisará ser ativado e não estará secretamente gravado e pré-instalado em seus telefones. Além das dificuldades técnicas, também seria completamente ilegal fazer isso, segundo especialistas.

As empresas de tecnologia sabem quais websites você está visitando por meio de seus pixels de rastreamento, onde você está por meio de dados de geolocalização e o que comprou. O Google sabe 70% de todas as compras com cartão de pagamento nos EUA, por exemplo.

Apesar de tudo isso, seguem as teorias

O pesquisador sênior de segurança da empresa de segurança virtual ESET, Stephen Cobb, disse que estava conduzindo sua própria experiência para ver se seus aparelhos gravavam secretamente suas conversas para lhe servir anúncios. Assim como o estudo da CNET, ele teve várias conversas em sua casa sobre produtos que nunca procurou, como colchões, escovas de dente e tênis de marcas específicas e, então, monitorou a rede para ver se sugestões desses tipos iriam aparecer.

Durante anos, ele estudou as medidas obscuras que a indústria de anúncios levaria para obter cliques online, e ele não acredita que seja absurdo argumentar que o Facebook poderia estar usando áudio gravado secretamente. E como muitos que acreditam na teoria, ele também viu anúncios que o surpreenderam em várias ocasiões.

Relato pessoal

É muito provável que você conheça alguém que já tenha passado por algo assim. Falar algo, sem pesquisar na internet e, do nada, aparecerem anúncios bem específicos sobre aquele assunto ou necessidade. É evidente que não temos como provar a veracidade disso, mas é assustador como isso ocorre com frequência.

Minha experiência mais recente foi em um evento de eSports. O normal seria que aparecessem coisas relacionadas aos games e campeonatos envolvidos, com anúncios de jogos, acessórios e outros pormenores. No entanto, em um dos papos com outra pessoa, mencionamos algo totalmente fora do contexto do evento: táxi aéreo e serviços de carona de HELICÓPTEROS.

Como num passe de mágica, apenas uns 20 minutos após essa conversa, pipocaram anúncios referentes a este tema no meu Instagram. O detalhe é que eu não fiz qualquer pesquisa sobre esse tema no meu aparelho ou no meu notebook. Por mais que a pessoa que estava comigo possuísse contato direto com esse tipo de serviço, nós não tínhamos (e ainda não temos) qualquer vínculo em redes sociais para que houvesse esse redirecionamento. O que mais assusta, ainda, é que falei, durante o papo: “contratar um helicóptero seria bacana para fazer uma surpresa”.

O site da Revista Vice abordou este tema em uma matéria assinada pelo jornalista Sam Nichols. Nela, ele relata os resultados de breves experimentos acerca das propagandas.

“Duas vezes por dia por cinco dias, tentei dizer algumas frases que poderiam teoricamente ser usadas como gatilhos. Frases tipo “Estou pensando em fazer outra faculdade” e “Preciso de camisas baratas pra trabalhar”. Depois monitorei atentamente as postagens patrocinadas no Facebook para ver se havia mudanças. E elas apareceram da noite para o dia. Do nada, comecei a receber informações sobre cursos começando no meio do ano em várias universidades, e como certas marcas estavam oferecendo roupas mais baratas”, disse Nichols, na matéria.

 

Fonte: Canal Tech

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