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Como Seven Nation Army virou o “hino da Copa”?

A memória afetiva do futebol está de luto: o hino da FIFA – aquela música com jeitão solene e triunfal que embala a entrada das seleções em campo desde a Copa do Mundo de 1994 – foi substituída na Rússia por Seven Nation Army, o clássico instantâneo lançado em 2003 pela dupla de rock raiz White Stripes.

O tal hino da FIFA (que você pode ouvir aqui embaixo) foi composto por um músico alemão chamado Franz Lambert. Ele toca órgão absurdamente bem e já lançou dezenas de álbuns que eu só consigo definir como “música ambiente” – se você já entrou em um elevador na vida, é certeza que ouviu o cara. Ele usa um penteado digno do Richard Clayderman, paletós típicos da banda de apoio do Roberto Carlos e soa como um tecladista de baile da terceira idade.

Ou seja: essa peça não é, em princípio, simbólica. Foi uma encomenda. Acontece que a Copa do Mundo é simbólica, e aí não tem jeito. O seu cérebro associa o som ao sentido. Afinal, música e memória têm tudo a ver há muito tempo. Os 15,6 mil versos da Íliada de Homero eram parte da tradição oral grega. Os trovadores da antiguidade – para usar o termo preciso historicamente, “aedos” – decoravam as 720 páginas de poema com auxílio de uma melodia. Da mesma forma, hoje você sabe de cor canções longas como Faroeste Caboclo, do Legião Urbana, ou Diário de um Detento, do Racionais MCs, mas não dá conta de memorizar um parágrafo de livro para uma prova. Tentar se lembrar de palavras sem ajuda dos sons é uma batalha perdida.

A música também é ótima em trazer o passado de volta – não é a toa que tantas pessoas mantém playlists com as faixas que marcaram cada ano de suas vidas. A ideia, óbvio, é conseguir reviver as sensações e estados de espírito de cada época, e não só os fatos crus. Há muitos experimentos científicos que compravam a força da música sobre a memória episódica.

A justificativa oficial da FIFA para a mudança foi bem simples: “proporcionar mais diversão e entretenimento”. No papel, eles estão certos: White Stripes é um negócio bem mais jovial do que uma trilha estilo Vangelis, cheia de sintetizadores anacrônicos. Eles só esqueceram de combinar com os (fãs) russos – que já tinham se apegado à breguice faz tempo, de tanto ouvir a música no sofá da sala, ansiosos pelo jogo.

Fonte: Super Interessante

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